Meu filho, para que você fez isso com a pessoa que mais te ama? M4tou a fac…Ver mais

A tranquilidade de um prédio residencial no Guará, no Distrito Federal, foi interrompida por um caso que rapidamente ganhou repercussão e despertou a atenção de moradores e autoridades. A morte de Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos, dentro do próprio apartamento, levantou uma série de questionamentos sobre convivência familiar, saúde mental e os limites invisíveis que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. O episódio ocorreu na noite de terça-feira (20/1), na Rua 10 do Polo de Modas, na QE 40, e desde então mobiliza investigações e reflexões.
De acordo com informações da Polícia Militar do Distrito Federal, o principal suspeito é Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, de 23 anos, filho da vítima. Ele foi detido em flagrante por equipes do 4º Batalhão da PM, acionadas após o ocorrido. Segundo os policiais, ao entrarem no apartamento, encontraram o jovem sentado no sofá, em silêncio e sem demonstrar reação. A postura chamou a atenção dos militares que atenderam a ocorrência, acostumados a lidar com situações de forte carga emocional.
O Corpo de Bombeiros Militar do DF foi acionado imediatamente, mas ao chegar ao local constatou que Maria Elenice já se encontrava em parada cardiorrespiratória, em decorrência de um ferimento grave na região do pescoço provocado por um objeto perfurante. Apesar das tentativas de atendimento, ela não resistiu. O Instituto Médico Legal realizou a remoção do corpo por volta das 23h50, e o apartamento passou por perícia técnica para auxiliar no esclarecimento dos fatos.
O registro da ocorrência foi feito na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pela investigação do caso. A polícia busca compreender a dinâmica do ocorrido, bem como o histórico familiar e emocional dos envolvidos. Detalhes como a convivência entre mãe e filho, possíveis conflitos anteriores e o estado psicológico do jovem fazem parte das linhas de apuração conduzidas pelos investigadores.
Vinícius é estudante do quinto semestre de economia na Universidade de Brasília (UnB). Segundo relatos de familiares, ele enfrentava um quadro de depressão profunda e não mantinha regularidade no uso da medicação prescrita. A avó do estudante, que preferiu não se identificar, afirmou que o neto era uma pessoa considerada comum no convívio social, mas que apresentava dificuldades relacionadas à saúde emocional. Foi a ela que o jovem teria confessado o ocorrido, em uma frase curta e impactante.
Maria Elenice de Queiroz era conhecida no Guará por seu perfil empreendedor. Ela mantinha um espaço voltado à comercialização de produtos da Herbalife e era descrita por conhecidos como uma mulher dedicada ao trabalho e à família. A notícia de sua morte causou comoção entre clientes, vizinhos e amigos, que ainda tentam compreender como uma situação tão grave se desenvolveu dentro de um ambiente familiar.
O caso reacende o debate sobre a importância do acompanhamento em saúde mental, do diálogo dentro das famílias e da atenção a sinais de alerta que nem sempre são claros. Enquanto a investigação segue em andamento, a expectativa é de que os próximos passos da polícia tragam respostas mais precisas sobre as circunstâncias do ocorrido. Para a comunidade, fica o sentimento de luto e a necessidade de reflexão sobre prevenção, cuidado e apoio antes que tragédias semelhantes aconteçam.





