Notícias

Alexandre de Moraes se pronuncia sobre telefonema de Vorcaro e d…Ver mais

A divulgação de novas informações envolvendo mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro reacendeu o debate político e jurídico em torno do caso investigado no país. Na noite desta sexta-feira (6), o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, divulgou uma nota afirmando que mensagens atribuídas a ele e encontradas no aparelho do empresário não foram direcionadas ao magistrado. A manifestação busca esclarecer dúvidas que surgiram após a divulgação de arquivos extraídos do celular do executivo e compartilhados com a CPI do INSS.

De acordo com a nota oficial, uma análise técnica realizada sobre os dados telemáticos de Vorcaro indicou que os prints das mensagens estão vinculados a pastas relacionadas a outros contatos da agenda do banqueiro. O material em questão envolve mensagens de visualização única enviadas em 17 de novembro de 2025, data em que o empresário foi alvo de uma operação policial. Segundo o gabinete do ministro, a verificação dos arquivos mostrou que os registros não correspondem ao número de telefone utilizado por Moraes, afastando a hipótese de que as conversas tivessem sido enviadas diretamente ao magistrado.

As mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro ganharam repercussão porque algumas delas fazem referência a movimentações relacionadas ao Banco Master e mencionam questionamentos como “conseguiu bloquear?”. Em trechos atribuídos às conversas, o empresário relata tratativas envolvendo estratégias para tentar preservar o banco e demonstra preocupação com desdobramentos de investigações. Embora negue ter recebido os textos apresentados nos prints, o ministro Alexandre de Moraes não descartou a existência de outros diálogos com o banqueiro naquela mesma data.

Os registros analisados pelos investigadores foram encontrados no formato de imagens criadas a partir de anotações feitas no bloco de notas do celular de Vorcaro. O procedimento, segundo os dados divulgados, consistia em escrever o texto no aplicativo, capturar a tela e enviar a imagem em formato de mensagem que desaparece após ser visualizada. Esse método dificulta a recuperação completa do histórico de conversas, motivo pelo qual os prints armazenados no aparelho passaram a ser analisados detalhadamente pelos investigadores.

Parte do material foi encaminhada à CPI do INSS, responsável por apurar possíveis irregularidades envolvendo o sistema previdenciário. Os arquivos estão organizados em cerca de 157 pastas contendo mais de 200 documentos, entre imagens, contatos e planilhas. Algumas dessas pastas apresentam apenas os prints das mensagens, sem qualquer vínculo direto com números telefônicos. Em outros casos, as imagens aparecem próximas a contatos que pertencem a outras pessoas, como o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, a advogada Viviane Moraes e o senador Irajá Abreu.

A presença desses nomes nas pastas, porém, não significa necessariamente que eles tenham recebido as mensagens. A assessoria do senador Irajá Abreu afirmou que a informação sobre o envio de qualquer mensagem ao parlamentar é incorreta. Já o gabinete de Alexandre de Moraes reforçou que a análise técnica não encontrou correspondência entre os arquivos apresentados e o número do ministro. Com novas informações sendo analisadas pelas autoridades e pela comissão parlamentar, o caso segue em acompanhamento e promete continuar no centro das discussões políticas e jurídicas nas próximas semanas.